O Prof. Dr. Nelson Rosas concedeu uma entrevista a TV Câmara, no programa Câmara Debate com o tema capitalismo, comunismo e eleições, onde esclarece alguns conceitos desses dois sistemas e comenta temas atuais como as eleições. Clique aqui para assistir.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
O pibinho do primeiro trimestre
Semana de 26 de maio a 01 de junho de 2014
Rosângela Palhano Ramalho
[i]
Caro leitor, a conjuntura econômica brasileira, como há
algum tempo já estamos anunciando, continua em má situação. O Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central, em sua reunião da quarta feira da
semana passada, decidiu manter a taxa de juros em 11% ao ano. A decisão pela
manutenção já era esperada no mercado financeiro, o maior interessado. Continuamos
em primeiro lugar no ranking de maior taxa de juros real do mundo. A taxa, que
em outubro de 2012 era de 7,25%, sofreu desde então, aumentos consecutivos. O ciclo
de alta cessou, segundo o Banco Central, em virtude do fraco cenário
macroeconômico e das perspectivas futuras para a inflação, que, embora
continuem acima do centro da meta, mostraram arrefecimento.
O objetivo do governo é derrubar a inflação e, para isso,
usa o único instrumento de política monetária que parece conhecer. Os técnicos
do governo acreditam que os altos juros altos podem reduzir o crédito e o
dinheiro em circulação. As pessoas físicas e empresas tenderiam a diminuir o
consumo de bens e serviços, e com isto os preços deveriam cair. É, portanto,
objetivo deliberado do governo, diminuir o ritmo da atividade econômica.
Segundo o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ciclo de alta dos juros
ainda não surtiu em sua totalidade, o efeito desejado sobre inflação. Mas, como
era de se esperar, o resultado já foi sentido pela atividade econômica. Juros
altos, somados a uma crise mundial ainda não superada, presentearam-nos com
0,2% de crescimento do PIB, no primeiro trimestre do ano, quando comparado ao
último trimestre do ano passado. Segundo o IBGE, o consumo das famílias caiu
0,1% e os investimentos, 2,1%. A taxa de poupança diminuiu de 13,7% para 12,7%
e a produção industrial recuou 0,8%. Era tudo o que o governo queria! Mas, se
isto já era esperado pelo governo, porque o resultado é tratado com desânimo e surpresa?
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assumiu que o
resultado ficou aquém do esperado, mas o governo pretende reverter o cenário apostando
no consumo, já que a inflação vai cair e as pessoas voltarão a comprar. Comprar
mais, segundo o próprio governo, não gera inflação? Como comprar mais se as
famílias estão endividadas? Segundo o Banco Central, os juros dos empréstimos
para pessoas físicas subiram em abril, pelo quarto mês consecutivo. Além disso,
uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo,
concluiu que a parcela média da renda das famílias correspondente às dívidas foi
de 30,9%, em maio. E 62,7% dos entrevistados afirmaram estar endividados,
frente a 62,3% registrados em abril.
Mas, estamos a sete dias da copa! Agora vai! Pelo menos é
isto que Mantega espera. Mais uma vez, a expectativa será frustrada. O cenário
que se desenha para a atividade econômica enquanto ocorrer o evento, é
desanimador. As operadoras de cartão de crédito e as operadoras de telefonia,
já anunciaram que os impactos produzidos pela Copa serão negativos, por causa
dos feriados decretados. A Electrolux e a Whirpool, produtoras de
eletrodomésticos, darão férias coletivas no período da Copa. O setor
automobilístico certamente não se recuperará, pois a venda de veículos, em maio,
não se recuperou e o setor registrou queda de 11%, quando comparado a abril. Além
dos números do setor automotivo, todos os indicadores de atividade já
divulgados para os meses que compõem o segundo trimestre, são piores do que
aqueles apresentados no primeiro trimestre. A Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo (Fiesp) detectou queda do nível de atividade industrial e o
Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos (Caged) também apurou números fracos
para o mercado de trabalho, com queda na taxa de ocupação.
Diante disso, as projeções de crescimento para 2014,
continuam a cair e passaram a oscilar entre 1% e 1,5%. Mantega continua a se
esquivar quanto à sua previsão. No início do ano, o ministro projetava um
crescimento de 2,5% e agora está sendo pressionado a assumir a queda para 2,3%.
Parece que não há saídas para a equipe econômica. Ou assume de fato, o seu
pibinho ou reformula o cálculo do PIB como fez o Reino Unido. Por lá as
atividades “produtivas” das prostitutas e dos traficantes de drogas, integrarão
o novo sistema de contas. Espera-se um impulso de 10 bilhões de libras
esterlinas, cifra que elevará o PIB em até 5%.
Fica a sugestão ao ministro Mantega. Quem sabe assim a
nossa riqueza cresce!
[i] Professora
do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do Progeb – Projeto
Globalização e Crise na Economia Brasileira. (www.progeb.blogspot.com)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Schinellada na presidenta
Semana de 24 a 30 de março de 2014
Nelson Rosas Ribeiro[i]
A presidenta Dilma está
na berlinda. A semana foi carregada e promete mais. A primeira schinellada veio
da Standard & Poor’s, a temida agência de rating (avaliadora de riscos).
Juntamente com as outras duas, a Moody’s e a Fitch estas agências arvoram-se em
avaliadoras da credibilidade dos países e empresas e da capacidade que eles têm
em saldar seus compromissos financeiros. Há duas semanas, noticiamos a visita
da Lisa Schinela, digo, Schineller, inspetora de quarteirão da Standard &
Poor’s, que nos visitou para fazer uma devassa nas contas do Brasil. Toda a
subserviência dos nossos ministros e das autoridades do Banco Central (BC) não
convenceu a senhora. A agência rebaixou a classificação do Brasil de BBB para
BBB-, o último nível exigido para conceder o tão desejado “grau de
investimento”. As razões alegadas foram: perspectivas de crescimento reduzido
nos próximos anos, descontrole da política fiscal com grandes despesas
agravadas pelo ano de eleições, baixo superávit primário e suspeita de que a
meta de 1,9% não seja atingida, descontrole da inflação agravado pela crise no
setor elétrico, aumento da vulnerabilidade externa. Resumindo: perda da
credibilidade do governo e de sua política econômica com o agravamento da
envolvente internacional adversa. Aproveitando o embalo a Standard & Poor’s
rebaixou igualmente de BBB para BBB- as notas de 13 entidades bancárias entre
as quais o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco, o HSBC Brasil, o Bradesco, o
Santander Brasil, o Banco Citibank, o Banco do Nordeste e a Sul América
Seguros.
As consequências foram
imediatas: instabilidade interna, oscilação na bolsa, elevação dos juros,
desconfiança dos investidores, mau humor do mercado, etc.
Outra chinelada na
presidenta foi aplicada pela pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada.
36% dos entrevistados consideraram o governo bom ou ótimo, com uma queda de sete
pontos em relação a novembro de 2013. A rejeição ao governo passou de 20%,
também em novembro, para 27%. Esta derrota do governo animou os investidores
diante do aumento da possibilidade de vitória das oposições ou mesmo do
crescimento do movimento “volta Lula”. As condições para a manutenção da
candidatura Dilma estão se deteriorando, pois se fala que, ao entrar na faixa
de 30% de aprovação, a presidente atingiu a zona de tolerância para sua
permanência no páreo.
A situação torna-se mais
grave porque não se espera nenhum refresco da economia mundial ainda em estágio
de letargia. Na França, os altos impostos e a permanência do desemprego levaram
à derrota do governo do Sr Hollande nas eleições locais. A zona do euro
continua a preocupar a tal ponto que o conservador Jens Weidmann, presidente do
Bundesbank (banco alemão) admitiu a possibilidade do BCE adotar uma política de
afrouxamento monetário (Quantitative easing – QE), para estimular a recuperação.
Na China a preocupação do governo com a desaceleração levou ao aumento dos
gastos em infraestrutura e do crédito, na tentativa de obter 7,2% de
crescimento do PIB.
Com a situação interna se
deteriorando o governo do PT encontra-se em dificuldades. A economia está em
desaceleração enquanto a inflação acelera (será a stagflação?). No horizonte
surge a crise energética, os preços das commodities estão em baixa, os
escândalos na Petrobrás respingam na Dilma e acirram os ânimos no congresso, estremecendo
o bloco de sustentação.
Ora, todos sabem, e nesta
coluna muitas vezes temos repetido, que o movimento da economia é cíclico.
“Sempre há ciclo de expansão que vai desembocar em crise, e depois haverá
período de recessão. Economistas não conseguem cancelar essa lei capitalista inexorável.
Quando a economia está em sua expansão, e quando o ciclo é de euforia, como em
2007, economistas esquecem da crise. No início de 2008, o FMI disse que a
economia crescia solidamente. Isso de fato não se verificou”. Estas afirmações
entre aspas não são nossas, mas do ministro Mantega, em uma aula magna que
proferiu na Escola de Economia de São Paulo da FGV no dia 28 passado.
Finalmente Mantega, para
justificar o aperto em que se encontra, lembrou-se de uma velha lição dos tempos
em que era economista. Atirou a culpa pela difícil situação da economia sobre “inexorável”
lei da crise, que não é da sua responsabilidade. Mas, como ele observa que o
processo de recuperação está iniciando, ou seja, estamos entrando na fase de
reanimação do ciclo econômico, na mesma conferência, ele apresentou a
estimativa de que nos próximos oito anos a taxa de crescimento médio do PIB
será de 4%. Embora otimista esta taxa é viável, no entanto, o nosso ministro
agora esqueceu as lições de economia, pois a fase de reanimação do ciclo não
dura mais do que três anos.
[i] Professor
Emérito da UFPB e Coordenador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na
Economia Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
terça-feira, 25 de março de 2014
O abismo econômico e os juros do Brasil
Semana de 17 a 23 de março de 2014
Rosângela Palhano Ramalho
[i]
Caro leitor. A economia brasileira “não está à beira do
abismo”. Ufa! É o que diz Paul Krugman, economista renomado em visita ao
Brasil. O país que ficou de joelhos com a visita de Lisa Schineller (quem?) vai
sobreviver à crise, assim como todos os outros. Mesmo que as agências
estrangeiras de rating (aquelas que avaliam os riscos dos países) rebaixem a
nota do Brasil, o mundo não vai acabar por causa disso e um acontecimento é
certo: sobreviveremos a elas. Dentre os emergentes, segundo Krugman, o foco não
deveria estar no Brasil já que, a China, é quem está em permanente
desequilíbrio. Se o gigante chinês tombar, teremos problemas, já que exportamos
para lá commodities e o peso deste item é duas vezes maior que o peso das
exportações de manufaturados. Mas, o leitor assíduo da nossa análise já sabia
disso.
Claro que o governo brasileiro pode amenizar os efeitos
da crise ou simplesmente agravá-los. Vimos, acompanhando a gestão de Dilma e
testemunhamos todos os esforços possíveis e inimagináveis que foram feitos para
fazer repetir o PIBão de 2010. Mas, com a crise mundial e a corrida ascendente
dos juros, tem sido impossível repetir o feito.
Nesse clima, a grande “novidade” da semana concentrou-se
nas especulações sobre a próxima decisão do Copom. Bastou o presidente do Banco
Central, Alexandre Tombini, ir à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
(CAE) para que o “mercado” ficasse em polvorosa. A autoridade monetária logo
anunciou a escalada do preço dos alimentos. Esta alta, provocada pela seca, foi
detectada através da divulgação da segunda prévia do IGP-M de março que
registrou inflação de 1,41%, puxada pelos preços dos alimentos no atacado e
também pelo IPC da Fipe, que, na segunda quadrissemana deste mês, subiu 0,68%,
com os alimentos respondendo pela metade da variação.
Sobre esta questão, foram estas as palavras de Tombini: “Em
princípio, trata-se de um choque temporário e que tende a se reverter nos
próximos meses. Mesmo assim, a política monetária deve atuar de modo a garantir
que os efeitos desse choque se circunscrevam ao curto prazo”. Os analistas do
português e das mensagens subliminares do Banco Central, logo se puseram a
“decifrar” o comunicado, desta vez, oral, da autoridade monetária. Conclusão:
fica em aberto o fim do ciclo de aperto monetário. Outra frase dita reforça
esta conclusão: “em momentos como o atual, a política monetária deve se manter
especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de
inflação persistam no horizonte relevante para a política monetária”.
Os termos atuação e vigilância deram o tom do discurso de
Tombini. O “mercado” feliz comemora a provável elevação dos juros e elogia a
independência do Banco Central. Antes mesmo do término da fala de Tombini, as
perspectivas sobre o juro futuro começaram a subir. Prestes a comemorar um ano,
o arrocho monetário deve continuar e a expectativa é de uma nova elevação dos
juros em 0,25 pontos percentual, o que nos manterá no pódio de economia com os
maiores juros do mundo e local mais atrativo para especular.
O curioso é que, mesmo considerando a elevação do preço
dos alimentos, que seria temporária, fato que logicamente provocaria uma
inflação de oferta, o Banco Central continuará a usar o aumento da taxa de
juros como remédio para evitar que esta alta se dissemine para o restante da
economia. O purgante usado para combater a inflação de demanda, também combate
a de oferta embora comprometa seriamente o crescimento, já débil, da economia brasileira.
Tombini ainda frisou que a política de juros altos tem
efeitos retardados e cumulativos, por esta razão, a resposta dos preços ainda
não aconteceu. Esta observação contradiz o novo aperto. Parece-nos mais sensato
que o Banco Central espere a manifestação dos efeitos antes de divulgar uma
nova decisão. E se não há nada que nos condene por termos uma inflação fora do
centro da meta, segundo o próprio Tombini, a decisão torna-se ainda mais insensata.
Mas lembre, caro leitor, que a instituição está sob os
olhares inquisidores do “mercado” e de um batalhão de Lisa’s. E se estes forem
contrariados, o discurso inflamado de que o Banco Central não é independente e
não é claro em seus comunicados, retorna.
E o crescimento? Que crescimento?
[i] Professora
do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do Progeb – Projeto
Globalização e Crise na Economia Brasileira. (www.progeb.blogspot.com)
quarta-feira, 19 de março de 2014
Um país de joelhos
Semana de 10 a 16 de março de 2014
Nelson Rosas Ribeiro[i]
Ela vem aí! Tremei,
senhores! Preparei vossas bundas que Lisa acaba de chegar e com a schinella na
mão. È visível o nervosismo geral. Correm esbaforidos ministros, secretários,
diretores, funcionários (até o encarregado do cafezinho). O governo está em
polvorosa. Mas, quem será a Lisa? Garanto que não é a presidenta dos EUA, nem a
secretária geral da ONU, nem a generala comandante das forças atômicas da OTAN,
nem uma ET que aterrou distraída. Então por que ela põe um país de joelhos?
Por mais inacreditável
que pareça, e para vergonha nossa, Lisa Schineller é uma reles economista da
agência de rating Standard & Poor’s que vem “dissecar as contas do Tesouro”
e “conversar” com as autoridades locais ameaçando rebaixar a classificação do
Brasil, de BBB e retirar o “grau de investimento” que nos concederam desde
2008. Como os leitores sabem, existem três grandes agências que fazem a classificação
do risco que os países apresentam para pagar seus compromissos: a Fitch (que já
enviou seus fiscais) a Moody’s (que os enviará em abril) e a Standard &
Poor’s que se encontra em pleno processo de fiscalização comandada pela temida
Lisa. Aos pés dessa senhora derrete-se o ministro Mantega e toda a sua equipe
prestando contas do dever de casa realizado. O Banco Central também é chamado à
ordem. Seu presidente, o Tombini, Insaciável, Schineller continua seu périplo
por Brasília, São Paulo e Rio ouvindo economistas, banqueiros, executivos,
diretores de empresas e do setor financeiro. Nem a Petrobrás e o BNDES escapam
das schinelladas da madame.
Esta é uma demonstração
do poder do capital financeiro. É preciso dar garantias aos especuladores que
todos continuarão pagando os juros a fim de obter novas esmolas. Temos um país
vergonhosamente de joelhos ante o novo deus do planeta. Estamos todos pagando
as penitências e prometendo um bom comportamento futuro para que, uma empresa
de idoneidade duvidosa, não rebaixe a classificação do país.
Enquanto oramos e
trememos o velho mundo continua a sua marcha. Nos Estados Unidos, o novo
vice-presidente do Federal Reserve (Fed) banco central americano, Stanley
Fischer, recomenda a manutenção de uma política monetária expansionista para
não prejudicar a claudicante recuperação. No Japão, com medo da recente
elevação do IVA (imposto sobre valor acrescentado), de 5% para 8%, o BC manteve
a compra de ativos no valor de 60 a 70 bilhões de ienes, apesar do volume em
carteira já ultrapassar um trilhão de ienes. Na Itália, o novo primeiro
ministro Matteo Renzi sinaliza para o fim da austeridade, provocando irritação
nas autoridades da Comissão Europeia que exigem o cumprimento dos compromissos
assumidos. Na China, a situação continua a agravar-se com a desaceleração de
todos os setores da economia nos dois primeiros meses do ano e o primeiro caso
de insolvência de uma empresa incapaz de pagar US$ 14,7 milhões de juros de
empréstimos contraídos. Suspeita-se que este será o primeiro de uma sucessão de
outros estouros pois as dívidas das empresas e governos locais ultrapassam
centenas de bilhões de dólares. As consequências espalham-se pelos mercados da
Ásia com a venda precipitada de ações das empresas chinesas e queda nos preços das
commodities que o país importa.
Resumindo tudo isto, a
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) divulgou sua previsão
sobre a desaceleração das economias dos emergentes e a expansão moderada da
economia mundial. O Banco Internacional de Compensações (BIS) alertou para o perigo
da elevação das taxas de juros nos emergentes (conselho que nosso BC não ouviu)
ao mesmo tempo em que chamou a atenção para o montante global dos títulos de
dívidas que já ultrapassa os US$ 100 trilhões, 42% maior que em 2007. Cálculos
feitos pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF) mostram que a dívida
total do mundo, incluindo os setores públicos e privados, chega a US$ 223
trilhões, ou seja, 313% do PIB mundial.
No Brasil a produção
industrial continua a rastejar e, em ano eleitoral, a presidente Dilma vem
sendo pressionada a fazer uma política econômica de austeridade.
E no meio disto tudo, e
das chantagens políticas, ela precisa ganhar as eleições!
[i] Professor
Emérito da UFPB e Coordenador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na
Economia Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
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