Título: GLOBALIZAÇÃO E CRISE NA ECONOMIA BRASILEIRA.
Área de Concentração:Economia
Localização do Projeto:
Departamento de Economia
Centro de Ciências Sociais Aplicadas
Universidade Federal da Paraíba
Campus I, Cidade Universitária
João Pessoa - PB
Localização do Projeto:
Coordenador do Projeto: 6 (seis) horas semanais
Pesquisadores: 4 (quatro) horas semanais.
Elementos de identificação dos professores participantes
Nome:NELSON ROSAS RIBEIRO - (Coordenador do Projeto).
Categoria Funcional:PROFESSOR ADJUNTO IV.
Regime de Trabalho :DEDICAÇÄO EXCLUSIVA.
Titulação:PROFESSOR EMÉRITO DA UFPB E DOUTOR EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA, LISBOA - PORTUGAL.
Nome:ROSÂNGELA PALHANO RAMALHO
Categoria funcional :PROFESSORA ASSISTENTE
Regime de trabalho:DEDICAÇÃO EXCLUSIVA.
Titulação: MESTRADO EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Nome:REJANE GOMES CARVALHO.
Categoria funcional:PROFESSORA ASSISTENTE.
Regime de trabalho:DEDICAÇÃO EXCLUSIVA.
Titulação:DOUTORANDA EM SOCIOLOGIA NA UFPB, CAMPUS I.
Nome:LUCAS MILANEZ DE LIMA ALMEIDA
Categoria funcional:PROFESSOR AUXILIAR.
Titulação:MESTRADO EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Até o momento o PROGEB conta com os seguintes pesquisadores estudantes:
1 Pesquisador mestrando (externo): ERIC GIL DANTAS
1 Pesquisador Doutorando (externo): ANTONIO CARNEIRO DE ALMEIDA JUNIOR
2 Pesquisadores bolsistas do PROBEX: CLAUBER CAVALCANTE E RAPHAEL SENA
1 Pesquisadora voluntária: ROBERTA PEREIRA E NATHANAEL BRITO
terça-feira, 15 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A Ameaça à Estabilidade da Economia Brasileira
Semana de 30 de junho a 06 de julho de 2008
O governo Lula não tem medido esforços para exibir o que ele chama de “os sólidos fundamentos macro-econômicos do Brasil”. Para mostrar esta solidez, além de ostentar com grande pompa o título de “investment grade”, recém conquistado, o governo tem apresentado dois indicadores: o superávit primário e as reservas.
Preocupado em tranqüilizar os especuladores financeiros, o Governo Lula, alegando o pagamento dos juros da dívida, procura manter, a qualquer custo, o superávit primário (total das receitas menos a soma das despesas do estado antes do pagamento dos juros), o que vem sendo conseguido graças ao aumento do esforço fiscal. Nos primeiros cinco meses do ano, a economia de recursos foi de R$ 74,9 bilhões, cifra que representa 6,55% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o resultado foi de R$ 60 bilhões, o equivalente a 5,89% do PIB. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, atribuiu o bom resultado ao aquecimento da atividade econômica, que permitiu a elevação da arrecadação. O crescimento do montante arrecadado fez com que a relação dívida/PIB recuasse para 40,8%.
Por seu lado, as reservas internacionais atingiram uma marca histórica. De acordo com o Banco Central, o montante chegou a US$ 200,2 bilhões. Há um ano, a cifra era de US$ 145,5 bilhões, o que representou um crescimento de 37,5%. Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, isso dá ao Brasil um certo nível de segurança do ponto de vista das relações internacionais. Ele não revela, porém, qual o preço que se tem de pagar por esta segurança.
Entretanto, um fator externo anda ameaçando a estabilidade macroeconômica brasileira: a crise econômica internacional. Além da quebradeira geral do mercado financeiro (com a contínua desvalorização do dólar), a queda no consumo tem levado ao fechamento de empresas, ao aumento do desemprego e à redução do comércio mundial. A política do BC tem agravado ainda mais a situação valorizando o real frente ao dólar e comprometendo, ainda mais, o saldo da balança comercial, que vem perdendo o fôlego. No primeiro semestre deste ano, o superávit de US$ 11,37 bilhões foi 44,47% menor do que os US$ 20,58 bilhões registrados em igual período do ano passado.
O Brasil junta-se à orquestra mundial colaborando com as contradições de sua crise interna de superprodução, pois, como era de se esperar, o nível de atividade econômica do país também vem sendo reduzido. Após dois meses consecutivos de crescimento, a produção industrial caiu 0,5%, em maio, na comparação com abril. Em relação ao ano passado, a indústria mantém ainda um desempenho positivo, com expansão de 2,4%, mas em ritmo inferior ao registrado no mês anterior, quando cresceu 10%. Os dados foram divulgados recentemente pelo IBGE.
Neste mundo globalizado, um fator importante que vem contribuindo para a desaceleração é o enfraquecimento do setor externo, já que os principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos e a Argentina, estão enfrentando dificuldades.
Apesar dos dados da indústria, para alguns economistas, “ainda não se configurou uma tendência de desaceleração”. O fato é que a crise mundial, deflagrada pela crise dos Estados Unidos, está sendo agravada pela elevação generalizada dos preços, tornando o cenário externo mais desfavorável e constituindo uma verdadeira ameaça ao quadro de estabilidade econômica, amplamente ressaltado pelo Governo.
Nem as reservas internacionais, que atingiram uma marca histórica, nem a relação dívida/PIB, em queda, são suficientes para conter os efeitos globais da estagflação (inflação na estagnação), que vem ganhando força no cenário econômico mundial. A tendência é de que o Brasil acompanhe o movimento global, que no momento é de desaceleração. Esse é um processo que não pode ser evitado pela política econômica, mas apenas deformado, o que tem ocorrido com alguma freqüência e que está fazendo do Brasil um país cada vez mais defasado, não só em relação às principais potências econômicas, mas também em relação aos seus parceiros ditos “emergentes”.
Um forte indício de que a estabilidade da economia brasileira está cada vez mais ameaçada se encontra na recente declaração do novo titular da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Nelson Henrique Barbosa Filho. Segundo ele, o governo pode ser obrigado a revisar para baixo a projeção de crescimento da economia para 2009 em decorrência do cenário de inflação. A taxa de crescimento esperada para o próximo ano pode cair, de 5%, para 4,5%.
Enquanto os primeiros sinais de desaceleração, em relação à economia brasileira, começam a aparecer, no cenário internacional, as grandes instituições financeiras continuam demitindo funcionários. O JP Morgan, que comprou o Bear Stearns em maio, está fechando cerca de 10% dos postos de trabalho da sua divisão de banco de investimento na Europa. Desde a deflagração da crise, há aproximadamente um ano, já foram registradas perdas de cerca de US$ 40 bilhões, somente entre os bancos. Um dos mais afetados foi o Citigroup, que acumula prejuízos de aproximadamente US$ 43 bilhões. No mercado de títulos imobiliários, estima-se um prejuízo de US$ 1 trilhão. Com a desvalorização dos imóveis, a cifra anterior deve ser acrescentada, entre US$ 4 trilhões a US$ 6 trilhões.
No âmbito das previsões, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já advertiu contra o perigo de estouro de crises financeiras pelo mundo devido aos altos preços do petróleo e dos alimentos. Segundo Dominique Strauss-Khan, diretor gerente do FMI, alguns países estão a ponto de desmoronar. Em comunicado, ele declarou que “se os preços dos alimentos seguirem aumentando e se as cotações do petróleo se mantiveram, alguns governos já não estarão em condições de alimentar a sua população, nem de manter a estabilidade de suas economias”.
Nesse mar de turbulências, desmoronarão também os “sólidos fundamentos macro-econômicos” do Brasil e a falsa aparência de estabilidade que eles trazem consigo, encobrindo a sua fragilidade econômica e financeira em relação ao movimento da economia mundial.
Preocupado em tranqüilizar os especuladores financeiros, o Governo Lula, alegando o pagamento dos juros da dívida, procura manter, a qualquer custo, o superávit primário (total das receitas menos a soma das despesas do estado antes do pagamento dos juros), o que vem sendo conseguido graças ao aumento do esforço fiscal. Nos primeiros cinco meses do ano, a economia de recursos foi de R$ 74,9 bilhões, cifra que representa 6,55% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o resultado foi de R$ 60 bilhões, o equivalente a 5,89% do PIB. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, atribuiu o bom resultado ao aquecimento da atividade econômica, que permitiu a elevação da arrecadação. O crescimento do montante arrecadado fez com que a relação dívida/PIB recuasse para 40,8%.
Por seu lado, as reservas internacionais atingiram uma marca histórica. De acordo com o Banco Central, o montante chegou a US$ 200,2 bilhões. Há um ano, a cifra era de US$ 145,5 bilhões, o que representou um crescimento de 37,5%. Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, isso dá ao Brasil um certo nível de segurança do ponto de vista das relações internacionais. Ele não revela, porém, qual o preço que se tem de pagar por esta segurança.
Entretanto, um fator externo anda ameaçando a estabilidade macroeconômica brasileira: a crise econômica internacional. Além da quebradeira geral do mercado financeiro (com a contínua desvalorização do dólar), a queda no consumo tem levado ao fechamento de empresas, ao aumento do desemprego e à redução do comércio mundial. A política do BC tem agravado ainda mais a situação valorizando o real frente ao dólar e comprometendo, ainda mais, o saldo da balança comercial, que vem perdendo o fôlego. No primeiro semestre deste ano, o superávit de US$ 11,37 bilhões foi 44,47% menor do que os US$ 20,58 bilhões registrados em igual período do ano passado.
O Brasil junta-se à orquestra mundial colaborando com as contradições de sua crise interna de superprodução, pois, como era de se esperar, o nível de atividade econômica do país também vem sendo reduzido. Após dois meses consecutivos de crescimento, a produção industrial caiu 0,5%, em maio, na comparação com abril. Em relação ao ano passado, a indústria mantém ainda um desempenho positivo, com expansão de 2,4%, mas em ritmo inferior ao registrado no mês anterior, quando cresceu 10%. Os dados foram divulgados recentemente pelo IBGE.
Neste mundo globalizado, um fator importante que vem contribuindo para a desaceleração é o enfraquecimento do setor externo, já que os principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos e a Argentina, estão enfrentando dificuldades.
Apesar dos dados da indústria, para alguns economistas, “ainda não se configurou uma tendência de desaceleração”. O fato é que a crise mundial, deflagrada pela crise dos Estados Unidos, está sendo agravada pela elevação generalizada dos preços, tornando o cenário externo mais desfavorável e constituindo uma verdadeira ameaça ao quadro de estabilidade econômica, amplamente ressaltado pelo Governo.
Nem as reservas internacionais, que atingiram uma marca histórica, nem a relação dívida/PIB, em queda, são suficientes para conter os efeitos globais da estagflação (inflação na estagnação), que vem ganhando força no cenário econômico mundial. A tendência é de que o Brasil acompanhe o movimento global, que no momento é de desaceleração. Esse é um processo que não pode ser evitado pela política econômica, mas apenas deformado, o que tem ocorrido com alguma freqüência e que está fazendo do Brasil um país cada vez mais defasado, não só em relação às principais potências econômicas, mas também em relação aos seus parceiros ditos “emergentes”.
Um forte indício de que a estabilidade da economia brasileira está cada vez mais ameaçada se encontra na recente declaração do novo titular da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Nelson Henrique Barbosa Filho. Segundo ele, o governo pode ser obrigado a revisar para baixo a projeção de crescimento da economia para 2009 em decorrência do cenário de inflação. A taxa de crescimento esperada para o próximo ano pode cair, de 5%, para 4,5%.
Enquanto os primeiros sinais de desaceleração, em relação à economia brasileira, começam a aparecer, no cenário internacional, as grandes instituições financeiras continuam demitindo funcionários. O JP Morgan, que comprou o Bear Stearns em maio, está fechando cerca de 10% dos postos de trabalho da sua divisão de banco de investimento na Europa. Desde a deflagração da crise, há aproximadamente um ano, já foram registradas perdas de cerca de US$ 40 bilhões, somente entre os bancos. Um dos mais afetados foi o Citigroup, que acumula prejuízos de aproximadamente US$ 43 bilhões. No mercado de títulos imobiliários, estima-se um prejuízo de US$ 1 trilhão. Com a desvalorização dos imóveis, a cifra anterior deve ser acrescentada, entre US$ 4 trilhões a US$ 6 trilhões.
No âmbito das previsões, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já advertiu contra o perigo de estouro de crises financeiras pelo mundo devido aos altos preços do petróleo e dos alimentos. Segundo Dominique Strauss-Khan, diretor gerente do FMI, alguns países estão a ponto de desmoronar. Em comunicado, ele declarou que “se os preços dos alimentos seguirem aumentando e se as cotações do petróleo se mantiveram, alguns governos já não estarão em condições de alimentar a sua população, nem de manter a estabilidade de suas economias”.
Nesse mar de turbulências, desmoronarão também os “sólidos fundamentos macro-econômicos” do Brasil e a falsa aparência de estabilidade que eles trazem consigo, encobrindo a sua fragilidade econômica e financeira em relação ao movimento da economia mundial.
Texto escrito por:
Diego Mendes Lyra: Professor Substituto do Departamento de Economia/UFPB, mestrando e pesquisador do Progeb – Projeto globalização e crise na economia brasileira
Nelson Rosas Ribeiro: Professor do Departamento de Economia e coordenador do Progeb (progeb@ccsa.ufpb.br)
Nelson Rosas Ribeiro: Professor do Departamento de Economia e coordenador do Progeb (progeb@ccsa.ufpb.br)
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sábado, 12 de julho de 2008
Crescimento ou inflação: dilema ou falso debate?
Semana de 23 a 29 de junho de 2008
O Banco Central elevou a projeção de inflação, para este ano, de 4,6% para 6%. As novas perspectivas foram divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação. Caso o reajuste dos preços ultrapasse 6,4%, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, será obrigado a justificar, em carta aberta, as razões para o descumprimento da meta. Meirelles reiterou o compromisso do Banco Central com o controle inflacionário: “o Banco Central está comprometido a manter a inflação na meta, pelos próximos anos”.
Diante da sugestão de medidas de congelamento de preços do tipo das adotadas pelos gestores econômicos da Venezuela, do Uruguai, do México e da Argentina, o presidente Lula foi claro: “Não quero mais artificialismo”. A determinação de Lula é de que a inflação seja contida através de estímulo à produção agrícola para alcançar safras recordes nos próximos dois anos.
Para o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a piora dos índices inflacionários contaminou as expectativas para 2009, elevando-as. Isto é preocupante, porque pode levar a uma indexação prévia, que, por si só, já garantiria um acréscimo da inflação para o próximo ano. A solução encontrada pela própria Presidência da República foi ordenar que o Ipea deixe de divulgar as projeções de inflação a cada três meses, como era feito, e faça-o apenas quando for conveniente e no início de cada ano, para não alimentar mais projeções pessimistas.
Ora, para tentar mudar as expectativas quanto à inflação futura, o governo adota uma solução burocrática: deixar de divulgar dados sobre ela. Porventura pensa iludir os agentes econômicos consumidores ou capitalistas?
Já o presidente do Ipea, Marcio Pochman, tem opinião contrária. Para ele, a pressão inflacionária é originada principalmente no mercado internacional, e, por isto, o Banco Central está errando a mão ao elevar a taxa Selic para contê-la. Ele afirma que o mercado atravessa um período de inflação de custos, contaminada pelo mercado externo e sua causa não é o desequilíbrio entre oferta e procura. Ele declarou: “Eu acho que grande parte da inflação é importada e está contaminando o mundo inteiro, desde o ano passado. Ela é mais de custo do que de demanda”. Afirmou ainda que, por se tratar de uma inflação de custos, o aumento do juro não é o melhor instrumento para enfrentá-la e completou: “O Banco Central pode matar um ciclo de crescimento vigoroso que se desenha para a economia brasileira”.
Quanto ao crescimento, o Ipea continua otimista e avalia, em sua Carta de Conjuntura, que a pouca interferência do aperto monetário nos investimentos está baseada em dois fatos: em primeiro lugar, os planos de investimento já estão em andamento e, em segundo lugar, o atual nível da taxa de câmbio ainda estimula e facilita as importações de bens da capital, o que eleva a capacidade produtiva. Por conta disso, a taxa de investimento pode apresentar alta entre 12,4% e 14,4%.
Obstinado, o BC, com base na sua teoria, para tentar arrefecer a economia, impedir a propagação da alta dos preços e trazer a inflação para o centro da meta, poderá estender o ciclo de aperto monetário até o primeiro semestre de 2009. Essa é a leitura que foi feita, por analistas, do seu Relatório Trimestral de Inflação.
Enquanto o Ipea discute o famoso dilema entre crescimento e inflação, os mais entendidos no assunto já falam em stagflação, o que é o mesmo que aumento agudo da inflação combinado à queda no crescimento econômico e no emprego. De outro modo, a discussão se torna vazia, pois nem o Banco Central vai conter a inflação aumentando a taxa de juros, nem os investimentos vão se manter indefinidamente, porque o tal descolamento da economia brasileira do resto da economia mundial (que se encontra em crise) só existe na cabeça dos que querem conter a inflação escondendo os números. Para quem tem dúvidas, é só observar a queda da produção industrial dos últimos meses.
Enquanto a produção industrial cai, a inflação, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), chegou a 1,98% neste mês, atingindo a taxa mais alta, desde fevereiro de 2003. No ano, a inflação já atingiu 6,82%, ou seja, a estagflação já está em marcha.
Preocupado com a contenção dos gastos, o governo anunciou um corte de R$ 8,2 bilhões nas despesas previstas no Orçamento da União deste ano para garantir o aumento da meta de superávit primário e o reajuste dos benefícios do programa Bolsa Família. Esse esforço concentrar-se-á nas empresas estatais, ou seja, nos investimentos. O ajuste orçamentário tem por objetivo central auxiliar no combate a inflação. A principal medida é a elevação do valor dos dividendos a serem pagos pelas estatais ao Tesouro Nacional, os quais passarão dos R$ 9,5 bilhões.
A poupança do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), para garantir o pagamento dos juros da dívida pública, já atingiu R$ 53,6 bilhões entre janeiro e maio deste ano. Chamada de superávit primário, essa economia ficou 43,3% acima dos R$ 37,4 bilhões que foram poupados no mesmo período do ano passado. A maior capacidade de gerar divisas para pagar os juros da dívida pública se deve, em grande parte, ao forte aumento da arrecadação de tributos, que, nos cinco primeiros meses, teve crescimento real (descontado a inflação) de 10,65%, quase o dobro do atual ritmo de expansão da economia.
O problema da dívida externa está aparentemente resolvido, pelo menos no curto prazo, com as reservas internacionais do Brasil atingindo a marca histórica de US$ 200 bilhões. Desde o inicio do governo Lula, já cresceram 400%. Mas essa farra pode acabar. As expectativas de piora do saldo comercial e aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior levaram o Banco Central a elevar a projeção de déficit nas transações correntes para US$ 21 bilhões neste ano.
“Somos um ótimo refúgio para capitais especulativos e um espaço de oferta de recursos naturais – exatamente o que o mundo espera de nós”, disse Cesar Benjamin, consultor da Gazeta Mercantil.
O retorno dos déficits em transações correntes coloca o país diante de um velho problema: o crescimento da economia brasileira, nos próximos anos, poderá voltar a depender do financiamento externo. O rombo nas contas externas divide, porém, as opiniões dos especialistas. Enquanto alguns alertam para o risco de repetir o passado, deixando o país cada vez mais vulnerável a outra crise cambial, outros argumentam que hoje a situação é bem mais confortável e que o regime de câmbio flutuante pode proporcionar um ajuste suave.
“O Brasil tem uma economia fechada. Só consegue crescer importando senão enfrenta problemas de demanda”, afirmou Nelson Carneiro, economista sênior da Austin Rating. Apesar de já termos visto esse filme antes, na avaliação do economista, é hora de o país discutir a substituição de importação por produção local para mudar esse perfil (filme que também já vimos).
Outro entrave ao crescimento é a infra-estrutura. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal objetivo do segundo mandato do governo Lula, foi insuficiente, até agora, para elevar os investimentos em infra-estrutura ao patamar exigido pelo país. Levantamento da Abidib (Associação Brasileira da Infra Estrutura e Indústrias de Base) revela que para isto o país precisaria gastar R$ 108,4 bilhões por ano. Só assim os sistemas de transporte, energia, saneamento e telecomunicações não se tornariam obstáculos ao crescimento econômico. O país não tem conseguido cumprir a meta.
Um grande impulsionador da economia tem sido o crédito. O volume de recursos emprestado pelo sistema financeiro brasileiro alcançou R$ 1,044 trilhão – ou 36,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês de maio, a maior relação desde 1995, quando atingiu 36,8%, - um crescimento de 2,6% no mês e de 32,4% em 12 meses. Mas, para Philip Pastor Wagner, economista do Unibanco, “As concessões de crédito estão perdendo o fôlego, em parte pelas medidas restritivas aplicadas pelo governo, em parte porque os bancos começam a mostrar preocupação com a capacidade de pagamento dos tomadores, mesmo que a inadimplência ainda se mantenha em taxas não preocupantes (subiu de 7,1% em abril para 7,3 em maio), dentro do padrão”.
Mas, mesmo que a economia brasileira resistisse à alta da taxa Selic, à inflação, aos gargalos da infra-estrutura, a uma tributação maior, aos altos pagamentos de juros da dívida, à redução dos investimentos por parte das estatais e ainda aos déficits no balanço de pagamentos, e mantivesse os atuais ritmos de crescimento da economia, da recuperação do salário mínimo e as ações de transferência de renda, somente em 2016 o Brasil deixaria de ser um país “primitivo” no que se refere à distribuição de renda.
Na prática, em oito anos, diminuirá a diferença (hoje em 23,5 vezes) entre a média salarial dos mais ricos e os mais pobres, segundo projeção feita pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, a pedido da Folha de São Paulo. Para tentar diminuir as desigualdades, Lula disse que pretende usar a receita futura, gerada pelos depósitos de petróleo contidos na camada pré-sal, para aumentar os investimentos em saúde e educação. “Essa é uma chance para que os pobres brasileiros usem esse dinheiro, e não para termos pessoas com muito petróleo e três ou quatro relógios e um Rolex no bolso. Nós queremos tirar proveito dessa riqueza para garantir que o Brasil possa dar um grande salto adiante”, disse Lula.
Além de prometer a riqueza futura, o Presidente parece ter mudado de idéia a respeito do pedido de adesão à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pois quer que o país se concentre no refino local do petróleo que produz. Afinal, descobriu o grande furo da auto suficiência. Se a desigualdade vai diminuir nos próximos oito anos, ainda é uma incógnita. Mas o número de milionários, esse sim já sofreu um aumento de 19,1% no ano passado, o terceiro maior avanço no mundo, superado apenas por Índia e China, igualmente emergentes.
Diante da sugestão de medidas de congelamento de preços do tipo das adotadas pelos gestores econômicos da Venezuela, do Uruguai, do México e da Argentina, o presidente Lula foi claro: “Não quero mais artificialismo”. A determinação de Lula é de que a inflação seja contida através de estímulo à produção agrícola para alcançar safras recordes nos próximos dois anos.
Para o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a piora dos índices inflacionários contaminou as expectativas para 2009, elevando-as. Isto é preocupante, porque pode levar a uma indexação prévia, que, por si só, já garantiria um acréscimo da inflação para o próximo ano. A solução encontrada pela própria Presidência da República foi ordenar que o Ipea deixe de divulgar as projeções de inflação a cada três meses, como era feito, e faça-o apenas quando for conveniente e no início de cada ano, para não alimentar mais projeções pessimistas.
Ora, para tentar mudar as expectativas quanto à inflação futura, o governo adota uma solução burocrática: deixar de divulgar dados sobre ela. Porventura pensa iludir os agentes econômicos consumidores ou capitalistas?
Já o presidente do Ipea, Marcio Pochman, tem opinião contrária. Para ele, a pressão inflacionária é originada principalmente no mercado internacional, e, por isto, o Banco Central está errando a mão ao elevar a taxa Selic para contê-la. Ele afirma que o mercado atravessa um período de inflação de custos, contaminada pelo mercado externo e sua causa não é o desequilíbrio entre oferta e procura. Ele declarou: “Eu acho que grande parte da inflação é importada e está contaminando o mundo inteiro, desde o ano passado. Ela é mais de custo do que de demanda”. Afirmou ainda que, por se tratar de uma inflação de custos, o aumento do juro não é o melhor instrumento para enfrentá-la e completou: “O Banco Central pode matar um ciclo de crescimento vigoroso que se desenha para a economia brasileira”.
Quanto ao crescimento, o Ipea continua otimista e avalia, em sua Carta de Conjuntura, que a pouca interferência do aperto monetário nos investimentos está baseada em dois fatos: em primeiro lugar, os planos de investimento já estão em andamento e, em segundo lugar, o atual nível da taxa de câmbio ainda estimula e facilita as importações de bens da capital, o que eleva a capacidade produtiva. Por conta disso, a taxa de investimento pode apresentar alta entre 12,4% e 14,4%.
Obstinado, o BC, com base na sua teoria, para tentar arrefecer a economia, impedir a propagação da alta dos preços e trazer a inflação para o centro da meta, poderá estender o ciclo de aperto monetário até o primeiro semestre de 2009. Essa é a leitura que foi feita, por analistas, do seu Relatório Trimestral de Inflação.
Enquanto o Ipea discute o famoso dilema entre crescimento e inflação, os mais entendidos no assunto já falam em stagflação, o que é o mesmo que aumento agudo da inflação combinado à queda no crescimento econômico e no emprego. De outro modo, a discussão se torna vazia, pois nem o Banco Central vai conter a inflação aumentando a taxa de juros, nem os investimentos vão se manter indefinidamente, porque o tal descolamento da economia brasileira do resto da economia mundial (que se encontra em crise) só existe na cabeça dos que querem conter a inflação escondendo os números. Para quem tem dúvidas, é só observar a queda da produção industrial dos últimos meses.
Enquanto a produção industrial cai, a inflação, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), chegou a 1,98% neste mês, atingindo a taxa mais alta, desde fevereiro de 2003. No ano, a inflação já atingiu 6,82%, ou seja, a estagflação já está em marcha.
Preocupado com a contenção dos gastos, o governo anunciou um corte de R$ 8,2 bilhões nas despesas previstas no Orçamento da União deste ano para garantir o aumento da meta de superávit primário e o reajuste dos benefícios do programa Bolsa Família. Esse esforço concentrar-se-á nas empresas estatais, ou seja, nos investimentos. O ajuste orçamentário tem por objetivo central auxiliar no combate a inflação. A principal medida é a elevação do valor dos dividendos a serem pagos pelas estatais ao Tesouro Nacional, os quais passarão dos R$ 9,5 bilhões.
A poupança do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), para garantir o pagamento dos juros da dívida pública, já atingiu R$ 53,6 bilhões entre janeiro e maio deste ano. Chamada de superávit primário, essa economia ficou 43,3% acima dos R$ 37,4 bilhões que foram poupados no mesmo período do ano passado. A maior capacidade de gerar divisas para pagar os juros da dívida pública se deve, em grande parte, ao forte aumento da arrecadação de tributos, que, nos cinco primeiros meses, teve crescimento real (descontado a inflação) de 10,65%, quase o dobro do atual ritmo de expansão da economia.
O problema da dívida externa está aparentemente resolvido, pelo menos no curto prazo, com as reservas internacionais do Brasil atingindo a marca histórica de US$ 200 bilhões. Desde o inicio do governo Lula, já cresceram 400%. Mas essa farra pode acabar. As expectativas de piora do saldo comercial e aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior levaram o Banco Central a elevar a projeção de déficit nas transações correntes para US$ 21 bilhões neste ano.
“Somos um ótimo refúgio para capitais especulativos e um espaço de oferta de recursos naturais – exatamente o que o mundo espera de nós”, disse Cesar Benjamin, consultor da Gazeta Mercantil.
O retorno dos déficits em transações correntes coloca o país diante de um velho problema: o crescimento da economia brasileira, nos próximos anos, poderá voltar a depender do financiamento externo. O rombo nas contas externas divide, porém, as opiniões dos especialistas. Enquanto alguns alertam para o risco de repetir o passado, deixando o país cada vez mais vulnerável a outra crise cambial, outros argumentam que hoje a situação é bem mais confortável e que o regime de câmbio flutuante pode proporcionar um ajuste suave.
“O Brasil tem uma economia fechada. Só consegue crescer importando senão enfrenta problemas de demanda”, afirmou Nelson Carneiro, economista sênior da Austin Rating. Apesar de já termos visto esse filme antes, na avaliação do economista, é hora de o país discutir a substituição de importação por produção local para mudar esse perfil (filme que também já vimos).
Outro entrave ao crescimento é a infra-estrutura. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal objetivo do segundo mandato do governo Lula, foi insuficiente, até agora, para elevar os investimentos em infra-estrutura ao patamar exigido pelo país. Levantamento da Abidib (Associação Brasileira da Infra Estrutura e Indústrias de Base) revela que para isto o país precisaria gastar R$ 108,4 bilhões por ano. Só assim os sistemas de transporte, energia, saneamento e telecomunicações não se tornariam obstáculos ao crescimento econômico. O país não tem conseguido cumprir a meta.
Um grande impulsionador da economia tem sido o crédito. O volume de recursos emprestado pelo sistema financeiro brasileiro alcançou R$ 1,044 trilhão – ou 36,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês de maio, a maior relação desde 1995, quando atingiu 36,8%, - um crescimento de 2,6% no mês e de 32,4% em 12 meses. Mas, para Philip Pastor Wagner, economista do Unibanco, “As concessões de crédito estão perdendo o fôlego, em parte pelas medidas restritivas aplicadas pelo governo, em parte porque os bancos começam a mostrar preocupação com a capacidade de pagamento dos tomadores, mesmo que a inadimplência ainda se mantenha em taxas não preocupantes (subiu de 7,1% em abril para 7,3 em maio), dentro do padrão”.
Mas, mesmo que a economia brasileira resistisse à alta da taxa Selic, à inflação, aos gargalos da infra-estrutura, a uma tributação maior, aos altos pagamentos de juros da dívida, à redução dos investimentos por parte das estatais e ainda aos déficits no balanço de pagamentos, e mantivesse os atuais ritmos de crescimento da economia, da recuperação do salário mínimo e as ações de transferência de renda, somente em 2016 o Brasil deixaria de ser um país “primitivo” no que se refere à distribuição de renda.
Na prática, em oito anos, diminuirá a diferença (hoje em 23,5 vezes) entre a média salarial dos mais ricos e os mais pobres, segundo projeção feita pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, a pedido da Folha de São Paulo. Para tentar diminuir as desigualdades, Lula disse que pretende usar a receita futura, gerada pelos depósitos de petróleo contidos na camada pré-sal, para aumentar os investimentos em saúde e educação. “Essa é uma chance para que os pobres brasileiros usem esse dinheiro, e não para termos pessoas com muito petróleo e três ou quatro relógios e um Rolex no bolso. Nós queremos tirar proveito dessa riqueza para garantir que o Brasil possa dar um grande salto adiante”, disse Lula.
Além de prometer a riqueza futura, o Presidente parece ter mudado de idéia a respeito do pedido de adesão à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pois quer que o país se concentre no refino local do petróleo que produz. Afinal, descobriu o grande furo da auto suficiência. Se a desigualdade vai diminuir nos próximos oito anos, ainda é uma incógnita. Mas o número de milionários, esse sim já sofreu um aumento de 19,1% no ano passado, o terceiro maior avanço no mundo, superado apenas por Índia e China, igualmente emergentes.
Texto escrito por:
Nayana Ruth Mangueira de Figueiredo - Professora do Departamento de Economia da UFPB, Mestranda e pesquisadora do Progeb - Projeto Globalização e Crise na Economia Brasileira (progeb@ccsa.ufpb.br)
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Grupo de Análise de Conjuntura (GAC)
O Grupo de Análise de Conjuntura – GAC é o órgão permanente do PROGEB encarregado da pesquisa e observação da realidade econômica através dos órgãos de divulgação, jornais, revistas, sites especializados, órgãos do governo, instituições de pesquisa, etc, ou da coleta direta.
Ele deve ocupar-se em procurar dados que sirvam de base para o trabalho dos pesquisadores e às atividades de extensão.
Ele deve ocupar-se em procurar dados que sirvam de base para o trabalho dos pesquisadores e às atividades de extensão.
Atividades:
No cumprimento de suas funções o GAC deverá desenvolver as seguintes atividades:
- Pesquisar dados sobre a evolução da atividade econômica ;
- Fornecer os elementos empíricos necessários ao trabalho dos pesquisadores e das assessorias prestadas pelo projeto;
- Auxiliar a execução dos cursos de Economia Política na graduação e pós-graduação;
- Participar na organização dos seminários, palestras e mini-cursos do projeto;
- Contribuir para a formação e treinamento de novos pesquisadores;
- Realizar semanalmente reuniões para análise dos dados obtidos e acompanhar a evolução da conjuntura;
- Preparar um Comentário de Conjuntura semanal a ser disponibilizado na Home page.
Membros envolvidos:
Para o seu funcionamento o GAC contará com a participação de:
Professores ligados ao PROGEB;
Alunos monitores das disciplinas de economia política;
Alunos estagiários de pós-graduação;
Alunos estagiários do curso de graduação;
Outros alunos voluntários que desejem participar.
Professores ligados ao PROGEB;
Alunos monitores das disciplinas de economia política;
Alunos estagiários de pós-graduação;
Alunos estagiários do curso de graduação;
Outros alunos voluntários que desejem participar.
Laboratório de Economia Política (LEP)
O Laboratório de Economia Política – LEP é o órgão permanente do PROGEB encarregado do desenvolvimento da Teoria Econômica Marxiana tendo, para isto, funções científicas, pedagógicas e de extensão.
Ele deve ocupar-se com o desenvolvimento desta teoria, dar suporte pedagógico a execução de cursos e outras atividades de formação e apoiar atividades de extensão.
Ele deve ocupar-se com o desenvolvimento desta teoria, dar suporte pedagógico a execução de cursos e outras atividades de formação e apoiar atividades de extensão.
Atividades:
No cumprimento de suas funções o LEP deverá desenvolver as seguintes atividades:
- Produzir materiais didáticos para os cursos de Economia Política;
- Preparar e auxiliar a execução dos cursos de Economia Política na graduação e pós-graduação;
- Contribuir para o desenvolvimento da Teoria Econômica Marxiana;
- Organizar seminários, palestras e mini-cursos sobre a Teoria Econômica Marxista;
- Contribuir para a formação e treinamento de novos pesquisadores;
- Elaborar artigos para publicação;
- Estimular a participação em congressos, seminários e outros eventos;
- Dar consultoria a atividades de extensão que necessitem de apoio na Teoria Econômica Marxista.
Membros envolvidos
Para o seu funcionamento o LEP contará com a participação de:
Professores das disciplinas de Economia Política;
Professores de outras disciplinas que tenham interesse em utilizar o referencial da teoria marxiana como instrumento de análise;
Alunos monitores das disciplinas de economia política;
Alunos estagiários de pós-graduação;
Alunos estagiários do curso de graduação;
Outros alunos voluntários que desejem participar.
Professores das disciplinas de Economia Política;
Professores de outras disciplinas que tenham interesse em utilizar o referencial da teoria marxiana como instrumento de análise;
Alunos monitores das disciplinas de economia política;
Alunos estagiários de pós-graduação;
Alunos estagiários do curso de graduação;
Outros alunos voluntários que desejem participar.
Disciplinas:
Economia Política-I (graduação)
Economia Política –II (graduação)
Economia Política I – Curso de Mestrado
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