No dia 12 de abril de 2015, o Prof. Nelson Rosas concedeu uma entrevista ao Jornal da Paraíba, onde falou sobre a migração dos nordestinos para as outras regiões devido a baixa oferta de empregos e baixa remuneração na nesta região.
domingo, 19 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Não há cenário ruim que não possa piorar...
Semana de 06 a 12 de abril
de 2015
Rosângela Palhano Ramalho
[i]
Caros leitores, com satisfação fomos informados de
que o Jornal ContraPonto voltaria a circular. A quem interessar, os textos não
publicados aqui podem ser acessados via www.progeb.blogspot.com.
Em nossa última análise publicada no ContraPonto e que tinha como título “Ainda
não chegamos ao fundo do poço”, frisávamos a piora dos indicadores econômicos,
ajudada pela nova política adotada pelo governo. E quando voltamos a olhar a
conjuntura, parece que este poço não tem fundo.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam este cenário. A produção
industrial de 11 estados, da totalidade dos 15 pesquisados, caiu. No primeiro
bimestre de 2015, no país, a queda chegou a 7,1%. Carro-chefe da crise, o setor
automobilístico registrou 17% de queda nas vendas no primeiro trimestre do ano.
Mesmo assim a rentabilidade das montadoras foi protegida. Segundo o IBGE, contrariando
os cânones da ideologia econômica oficial, o preço dos carros novos subiram
4,4%, desde o início do ano, apesar da queda da demanda.
O mercado de caminhões que já registrou queda das
vendas de 11,3%, em 2014, prevê uma redução que vai de 27% a 42%. Os produtores
Volvo, Ford, Iveco e Scania, acreditam numa melhora ao longo do ano, mas, outros,
como a MAN e Mercedes-Benz, são mais pessimistas e preveem uma queda mais
acentuada das vendas.
A crise se estende ao setor agrícola. No primeiro
trimestre, os fabricantes de colheitadeiras começaram a demitir. A AGCO vai
demitir 153 funcionários em abril, parar a produção durante quatro meses, a
partir de junho, e cancelar os contratos de trabalho de 143 trabalhadores da
fábrica de Santa Rosa (RS). A CNH parará a unidade de Sorocaba (SP) durante
seis dias úteis e planeja dar férias de dez dias em Piracicaba (SP). A John
Deere deseja implantar um banco de horas para evitar demissões em Horizontina
(RS).
A inflação não para de subir. O Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, subiu 1,32%, em
março, o que representa uma alta acumulada de 3,83% nos primeiros três meses do
ano e de 8,13% em 12 meses. Segundo o IBGE, mais da metade da alta do IPCA de
março deveu-se a conta da energia elétrica, que apresentou um aumento médio de
22,08%. O Boletim Focus do Banco Central apura que a inflação deve fechar o ano
em 8,2%, a taxa de juros alcançará 13,25% e o PIB cairá -1,01%. Tal cenário
adverso resultou num saque recorde de R$ 11,4 bilhões na poupança, em março.
Enquanto
a situação econômica caminha para o fundo infinito do poço, a popularidade do
governo cai e para contornar as brigas com o PMDB, a presidente nomeou, de
forma atabalhoada, o vice-presidente Michel Temer para a coordenação política. Soma-se
aos problemas a crescente insatisfação social após a aprovação, pela Câmara dos
Deputados, do Projeto de Lei 4.330/04 conhecido como projeto das
terceirizações. A argumentação é a de que o projeto estabelece “regras” para as
relações de trabalho entre empresas contratantes e terceirizadas. Amplamente
rechaçada pelos movimentos sociais, a proposta libera a terceirização para a
atividade-fim da empresa, o chão da fábrica. Entidades representativas dos
trabalhadores prometeram greve geral para 15 de abril, no intuito de contestar
a precarização do trabalho e a perda de direitos sociais. A Federação das
Indústrias de São Paulo (Fiesp) comemorou. Segundo a entidade, tal decisão dá mais
segurança jurídica e estimula a geração de novos empregos.
Como
se não bastasse, nem todos os movimentos sociais estão dispostos a defender
integralmente o governo. O líder do MTST, movimento de sem-tetos, o filósofo
Guilherme Boulos, contesta o governo e afirma que Dilma traiu o povo. Segundo
ele, “não se joga a conta da crise no colo dos trabalhadores, dos mais pobres”.
Por esta razão, o MTST não defenderá o governo porque o mesmo não se fez
defensável.
Para
finalizar, em 12 de abril, o governo enfrentou mais uma manifestação que pedia
o impeachment da presidente Dilma, organizada pelos grupos “Vem Pra Rua” e
“Movimento Brasil Livre”, aliados aos “Revoltados Online” e o “SOS Forças
Armadas” que, acreditem, pedem a intervenção militar e a volta da ditadura.
[i] Professora
do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do Progeb – Projeto
Globalização e Crise na Economia Brasileira. (www.progeb.blogspot.com)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
O governo Dilma em apuros
Semana de 30 de março a 05 de abril de 2015
Nelson Rosas Ribeiro[i]
A notícia de maior
impacto da semana foi a divulgação do resultado da pesquisa encomendada ao
Ibope, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados mostram a
violenta queda da aprovação das pessoas ao governo Dilma. Em março de 2011,
quando começou seu primeiro governo, Dilma tinha a confiança de 74% da
população. Agora, esta confiança está reduzida a 24%. 64% das pessoas
consideram o governo ruim ou péssimo e 78% reprovam a maneira de governar da
presidente A desaprovação das várias ações do governo vai de 64%, para a
política de combate à fome e à pobreza, até 90% para a política fiscal,
passando pelos 85%, em relação à saúde. É um verdadeiro desastre que coloca o
PT no canto da parede e está levando o país a uma crise política de
consequências imprevisíveis.
Na base deste desgaste
certamente está o agravamento da situação econômica e o aprofundamento da crise
que vem fornecendo munição para os agressivos ataques da oposição e minado a
base política do governo.
Os dados continuam a
mostrar este agravamento. Pela primeira vez desde 2001, em 2014, a distribuição
de luz, água e gás caiu 2,6%, em relação ao ano anterior. A formação Bruta de
Capital Fixo, indicador para os investimentos, caiu 0,4%, de outubro a dezembro
de 2014, em relação ao trimestre anterior. Em todo o ano, a queda foi de -4,4%.
Estima-se o agravamento da situação, em 2015. De acordo com a pesquisa “Indicadores
Industriais”, da CNI, a utilização da capacidade instalada caiu de 80,9%, em
janeiro, para 79,7%, em fevereiro, o menor nível desde 2009. Em relação a
fevereiro de 2014, o número de horas trabalhadas caiu 9,5%, a massa salarial
caiu 4,6%, o rendimento médio real, 0,8% e o faturamento 9,6%. Segundo a
Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre fevereiro e março o Índice de Confiança da
Indústria recuou 9,2%, atingindo 74,1 pontos, o menor nível desde janeiro de
2009.
O setor automotivo
continua penando. A Renault anunciou um prejuízo de R$ 270 milhões, em 2014. O
uso de “layoff” continua generalizado. A Ford vai demitir 137 operários da
fábrica de Taubaté. A Volkswagen afastará 570 operários em São José dos
Pinhais, no Paraná, com suspensão do contrato de trabalho por cinco meses. O
mês de março está sendo considerado como o pior março em sete anos, no que se
refere às vendas. A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF),
divulgada pelo IBGE, mostrou um recuo da produção industrial de 0,9%, de
janeiro para fevereiro. Estima-se que esta produção será negativa no primeiro
trimestre e em todo o ano o recuo poderá atingir os 5%. O Boletim Focus do
Banco Central (BC) apresenta a estimativa de queda de 1% do Produto Interno
Bruto (PIB), em 2015. Para a produção industrial a previsão de queda é de
-2,42%.
O pessimismo generaliza-se
e atinge o varejo, os serviços e os pequenos negócios. Uma pesquisa realizada
em 48 milhões de domicílios urbanos, no final de 2014, mostrou que 52% da
população encontra-se comprometida com dívidas e está reduzindo o seu consumo.
Neste clima, o setor
financeiro se retrai, os juros sobem, os empréstimos caem e os especuladores
procuram aplicações seguras como os títulos públicos.
Apesar deste quadro
adverso e do agravamento da recessão, a inflação dispara ultrapassando o teto
da meta e aproximando-se dos 8%. Estamos diante do temido quadro da
estagflação, ou seja, desaceleração com inflação. Isto é demais para as
limitadas mentes que comandam o nosso BC. Nova elevação da taxa de juros Selic
já está sendo prometida para a próxima reunião do Copom.
Somando-se a isto o
impasse na situação internacional, que não dá sinais de recuperação, o
prosseguimento do processo do petrolão, que continua provocando fechamento de
empresas, e as ações do “homem da tesoura” (o ministro Levy) com sua política
fiscal restritiva, 2015 deverá ser um ano terrível.
Esta é a consequência de
ganhar o governo e executar a política econômica do adversário. O governo Dilma
está mesmo em apuros!
[i] Professor
Emérito da UFPB e Coordenador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na
Economia Brasileira; nelsonrr39@hotmail.com; (www.progeb.blogspot.com).
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Fogo amigo
Semana de 23 a 29 de março de 2015
Raphael Correia Lima Alves
de Sena[i]
O
Planalto se desdobra para aprovar integralmente as medidas de ajuste fiscal e
vê que seu maior empecilho se resume ao maior partido da base aliada, o PMDB de
Cunha e Calheiros. O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que “o
ajuste como está tende a não ser aceito pelo Congresso, porque é recusado pelo
conjunto da sociedade e o legislativo é a caixa de ressonância da população”.
Se a saga petista em aprovar as medidas provisórias já propostas, sem que haja
uma modificação, encontra forte resistência por parte dos pemedebistas, outra
dor de cabeça já foi encaminhada. O Projeto de Lei Complementar 15/2015 obriga a
União a colocar em prática o novo indexador das dívidas dos estados e
municípios e faz com que o desembolso por parte dos entes federativos seja
menor, o que poderia gerar uma perda, neste ano, de R$ 3 bilhões, segundo
estimativas do ministério da Fazenda.
Após a prefeitura do Rio
de Janeiro obter uma liminar na Justiça Federal para pagar seu débito de acordo
com o novo indicador, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) já se mobiliza para
garantir a todas as prefeituras a aplicação imediata da lei. Enquanto, por um
lado, o ministro Joaquim Levy tenta barrar a aprovação do PLC no Senado, o PT
já busca negociar com prefeitos e governadores a postergação do novo cálculo
para o ano de 2016, não afetando o orçamento deste ano. Ao mesmo passo, o ajuste
fiscal parece estar perto de uma flexibilização. O governo já está negociando
com as centrais sindicais e os partidos da base aliada (incluindo o próprio
PMDB) mudanças naquilo que foi proposto. As MPs 664 e 665 e o projeto que revê
a desoneração da folha de pagamentos deverão ser aprovados com mudanças.
A divulgação do PIB de
2014 indicando um “avanço” de 0,1% da economia não provocou surpresas e
“confirmou pausa no crescimento econômico no ano”, nas palavras do presidente
do Banco Central, Alexandre Tombini. Outro importante indicador publicado foi a
taxa de desemprego. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada
pelo IBGE, a taxa de desemprego elevou-se de 5,3% em janeiro para 5,9% em
fevereiro. Além disso, a renda média real caiu em relação ao mesmo período do
ano anterior – 0,5% em fevereiro. O rendimento médio real dos ocupados ficou em
R$ 2.163,20. De acordo com o Instituto, essa é a maior baixa desde maio
de 2005.
Na França, o desempenho
do PIB de 2014 foi de crescimento de 0,4%, conforme dados divulgados pelo
Insee, o instituo de estatística do país. O Banco da Espanha prevê uma expansão
de 2,8% do PIB espanhol para 2015. Já os Estados Unidos das Américas começam a
apontar para uma aproximação do aperto monetário. Stanley Fischer,
vice-presidente do Federal Reserve (banco central americano) afirmou que uma
“elevação no intervalo das taxas de juros está provavelmente garantida antes do
fim do ano”, pois, segundo ele, mesmo com a lenta recuperação, “há um progresso
cumulativo significativo”.
Enquanto a discussão
sobre a reforma política, mais especificamente sobre a forma de financiamento
das campanhas, não ocupa a pauta do Congresso Nacional, a Procuradoria-Geral da
República (PGR) irá fazer uma varredura em R$ 62,2 milhões em doações
eleitorais declaradas à Justiça. O objetivo da atuação da PGR é a verificação de
que se o dinheiro desviado da Petrobrás serviu para rechear campanhas. A
Procuradoria questiona R$ 32,8 milhões de contribuição de empreiteiras destinados
ao PMDB, R$ 9,8 milhões ao PT e R$ 9 milhões ao PSDB. Nomes importantes, como
Renan Calheiros (PMDB), Eduardo Cunha (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT), Eduardo
Campos (PSB), Lindbergh Farias (PT), Humberto Costa (PT), entre outros,
aparecem como possíveis recebedores.
Como não bastasse Cunha e
Calheiros atuando mais como inimigos que aliados, sobrou uma boquinha para o
ministro Levy. Depois de algumas críticas à gestão da presidente nos últimos
meses, ele fez a seguinte afirmação num evento em São Paulo: “Acho que há um
desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira
mais fácil... Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno”. Alguns o
acusam de “sincericídio”, mas a verdade é que a presidente sofre “fogo amigo” por
todos os lados.
[i]
Advogado e Pesquisador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na Economia
Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
quarta-feira, 25 de março de 2015
Rogai ao “criador”
Semana de 16 a 22 de março de 2015
Raphael Correia Lima Alves
de Sena[i]
Em
meio à maior crise política desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao
poder, a reprovação da presidente Dilma Rousseff tem o pior resultado para um
chefe do Executivo federal desde 1992, quando Fernando Collor atingiu a marca
de 68% de reprovação. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto
Datafolha, 62% dos brasileiros consideram a gestão da presidente ruim ou péssima
e apenas 13% dos entrevistados avaliaram positivamente o governo. Entretanto, a
desconfiança não se restringe apenas ao Executivo. Na mesma pesquisa, apenas 9%
dos consultados consideraram o desempenho do Congresso como ótimo ou bom, e 50%
apontaram a atuação dos deputados e senadores como ruim ou péssima.
E o tormento da comandante não parece que está perto de
acabar. PIB negativo, inflação rondando 8%, alta reprovação do eleitorado, um
corte fiscal impopular que atinge, principalmente, seu eleitorado, um escândalo
na maior estatal brasileira, Petrobrás, e uma falta de habilidade política para
contornar a situação, fazem como que seu futuro seja, no mínimo, sombrio. Para
completar o perverso quadro em que o PT se encontra, empreiteiras envolvidas no
caso do “Petrolão” indicaram que pagamentos realizados a um homem forte do
partido, o ex-ministro José Dirceu, que já havia sido condenado no escândalo do
mensalão, eram propina. O ex-ministro ganhou como consultor R$ 29,2 milhões
entre 2006 e 2013. Vale salientar que cerca de um terço desse valor foi
recebido enquanto ele estava sendo julgado pelo Superior Tribunal Federal.
Ao passo que toda essa confusão se desenrola em Brasília
e Curitiba, os dados econômicos continuam se deteriorando. A Organização para Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE) rebaixou a estimativa de crescimento do PIB
brasileiro em 2015 para uma contração de 0,5%. A previsão anterior era de
crescimento de 1,5%. Pelo segundo mês consecutivo houve fechamento de vagas de
emprego. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
foram 2,4 mil demissões líquidas no mês de fevereiro, e no acumulado de doze
meses são 47 mil vagas a menos. O IPCA-15, indicador que é a prévia da inflação
oficial, ficou em 1,24% em março, e no acumulado dos últimos dozes meses bateu
7,9%. O nível de utilização da capacidade instalada caiu para 66% em fevereiro,
seis pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, de
acordo com sondagem mensal realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na Europa, manifestações contra a política de austeridade
foram vistas nas cidades de Madrid e Frankfurt. Na Espanha, a “marcha da
dignidade”, assim denominada por seus organizadores, manifestou seu
descontentamento com os cortes financeiros do governo e os altos índices de
desemprego no país. Já na Alemanha, o alvo foi a inauguração da nova sede do
Banco Central Europeu (BCE). “A razão
principal do protesto é o BCE pertencer à troika que é
responsável pelas medidas de austeridade que empurraram tantas pessoas para a
pobreza”, afirma Ulrich Wilken, um dos organizadores do protesto.
Pelo menos um país europeu vem apresentando um ajuste
econômico diferente do resto do continente e bem oposto ao realizado aqui no
Brasil. Aumento do Imposto de Renda para o 1% mais rico, de 25% para 27%, e
aumento de impostos aos bancos, que conta com a seguinte justificativa do
ministro do Tesouro desse país: “Os bancos tiveram nossa ajuda durante a crise;
agora devem apoiar o país enquanto se recupera”. Parece um delírio, mas tais
medidas ocorrem no Reino Unido, que é governado desde 2010 por um partido de
direita, o Partido Conservador, sob a batuta do primeiro-ministro David
Cameron. Nas palavras do jornalista Clóvis Rossi: “O caso do Reino Unido
ilustra também que a mera austeridade – que, diga-se, tornou-se necessária pelo
descalabro anterior – não é a panaceia universal”.
Por aqui, a presidente ao dar um “cavalo de pau” na
política econômica, perde a confiança de seu eleitorado, acentuando ainda mais
a crise política em que se encontra. Agora, depois da abrupta deterioração da
sua popularidade, a chefe do Executivo busca atenuar as medidas que foram
tomadas e já conta com um projeto de tributação das grandes heranças, conforme
afirmou Rui Falcão, presidente do PT. A falta de habilidade de contornar um
momento tão crítico faz com que o “criador” seja chamado, e o ex-presidente
Lula (vale ressaltar, que até ele já está com a imagem desgastada) age para
aparar arestas no Congresso. Ele passa a ter a missão de orientar a bancada
petista e, sabe-se lá como, tirar o país e, consequentemente, o partido, desse
mato sem cachorro.
[i]
Advogado e Pesquisador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na Economia
Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
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