Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?foffset=1&offset=&ch=Paix%E3o.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
“Neste momento” o Copom mantém Selic em 11%
Semana de 01 a 07 de setembro de 2014
Nelson Rosas Ribeiro[i]
Novamente coube-me a vez
de escrever na semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão
do Banco Central (BC). O resultado da reunião foi o esperado, ou seja, a
manutenção da taxa básica Selic em 11% ao ano, assegurando ao país a posição de
campeão das maiores taxas de juros do mundo. Embora envergonhado por não
obedecer aos patrões, os banqueiros, a taxa foi mantida diante do quadro de
desaceleração da economia e mesmo de “recessão técnica” como eles mesmos
afirmam.
Os dados comprovam a
gravidade da situação. A economia continua desacelerando com taxas negativas de
crescimento o que significa crescer como rabo de cavalo, isto é, para baixo. Cai
o grau de utilização do potencial produtivo instalado e a produção, as vendas
se reduzem e os estoques crescem. A produção é superior à capacidade de consumo
da população, ou seja, a oferta é maior que a demanda. E aí surge a questão:
por que os preços continuam a subir?
A ciência econômica
oficial fica de quatro diante deste problema para o qual não encontra
explicação. Só resta aos bons meninos do BC brincar com as palavras e
expressões para enrolar o “mercado”. Desta vez eliminaram do comunicado oficial
a expressão “neste momento” usada em comunicados anteriores. Agora os analistas
se divertem debatendo o significado desta eliminação e com isto fazem suas
conjecturas e apostas sobre a evolução futura a fim de maximizar a
possibilidade de sucesso de suas especulações financeiras.
Mais uma vez, agindo em
sentido contrário, o governo tenta estimular o consumo facilitando o crédito e
procurando obrigar os bancos a aumentar a oferta de dinheiro. O que ninguém consegue
é convencer uma população endividada a contrair novas dívidas.
Enquanto isso, a situação
piora. A queda na venda de carros, em agosto, foi de 7,8%, em relação a julho.
No acumulado do ano, já atinge 10%. A Volkswagen teme entrar no prejuízo no
próximo ano. Em relação ao emprego, a situação também se agravou, em agosto. O
setor de veículos e máquinas agrícolas demitiu mais de 1,4 mil trabalhadores.
Desde o inicio do ano já foram liquidados 8.1 mil postos de trabalho, segundo a
Anfavea, associação dos fabricantes de veículos. Isto sem contar outros 3,7 mil
que estão afastados no regime de layoff. O setor de aços longos já estima uma
retração de 3% nas vendas, no total do ano. A produção de aço deverá cair 2,5%,
quando comparada com 2013. Em relação ao segundo trimestre de 2013, o deste ano
mostrou uma queda de 8,7% na construção civil e de 5,5% na indústria de
transformação. Se compararmos o segundo trimestre com o primeiro deste ano as
quedas são de 2,4% para a construção civil e de 2,4% para a indústria de
transformação.
As estimativas feitas por
economistas consultados pelo jornal Valor Econômico, para o Produto Interno Bruto
(PIB), ficaram em 0,4%, para este ano. Até o setor de serviços caiu 0,5%, na
passagem do primeiro para o segundo trimestre.
O agravante é que os
investimentos também se encontram em queda, o que compromete a retomada futura.
A formação bruta de capital fixo, indicador que mede os investimentos, caiu 5,3%,
no segundo trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Com isto a taxa de investimento caiu para 16,5% do PIB, a menor desde
2006.
Por outro lado, diante
das eleições, agosto mostrou que o governo vem elevando os gastos, e a meta de
1,9% do PIB, para o superávit primário, por ele mesmo estabelecida, está
comprometida, mesmo com a utilização das “receitas extraordinárias”.
Outro agravante da
situação é a conjuntura internacional que não apresenta melhora principalmente
na União Europeia e na zona do euro. A piora da situação com queda na produção
e deflação levou o Banco Central Europeu (BCE) a tomar medidas como a redução
das taxas de juros e a compra de títulos ABS (lastreados em ativos) e “covered
bonds” (lastreados em hipotecas e empréstimos). É um QE (afrouxamento
monetário) envergonhado.
O quadro que tende a se deteriorar
cria uma séria dificuldade para a campanha de reeleição da presidente Dilma.
[i] Professor
Emérito da UFPB e Coordenador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na
Economia Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Conclusão de curso da pesquisadora Roberta
A pesquisadora do Progeb, Roberta Pereira de Lima, defendeu na quarta feira, dia 20 de agosto, seu trabalho monográfico de conclusão de curso. A monografia é resultado de debates e pesquisas realizadas junto ao PROGEB, sob a orientação do Prof. Emérito e Dr. Nelson Rosas Ribeiro. O tema do trabalho foi a respeito da Desindustrialização. A pesquisadora e agora Economista fez uma análise sobre a situação da indústria do Brasil, identificando a existência do fenômeno e descrevendo suas características. Em breve disponibilizaremos aqui, o trabalho em pdf.
Marcadores:
Divulgação PROGEB,
Grupo de Análise de Conjuntura(GAC)
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
E agora o “mercado” “marinou”
Semana de 25 a 31 de agosto de 2014
Raphael Correia Lima Alves
de Sena[i]
Com a proximidade das
eleições, as campanhas eleitorais passam a assumir um papel cada vez mais
relevante no comportamento do mercado financeiro. A bola da vez é a candidata
Marina Silva (PSB). Após a divulgação das pesquisas eleitorais que apontaram
Marina como vitoriosa na disputa eleitoral, o “efeito marina” fez com que o
mercado se apresentasse de forma mais otimista. A confiança dos gestores na
equipe econômica que a assessora, Eduardo Giannetti e André Lara Resende, é o argumento
principal para tamanha euforia. Já se escuta falar em “kit Marina”, aqueles setores
e empresas que possivelmente irão se beneficiar com uma eventual eleição da
candidata do PSB. Nesse “kit” encontram-se empresas como Petrobras, JBS e sucroalcooleiras.
Do outro lado da briga,
Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) buscam meios de conter o avanço
conquistado por Marina desde a efetivação da sua candidatura à presidência da
república. A reviravolta ocorrida na disputa presidencial pegou todos de
surpresa, fazendo com que novas estratégias sejam utilizadas nos próximos
debates. O que, sem sombra de dúvidas, é ponto comum na cartilha dos candidatos
do PT e PSDB é a tentativa de desconstrução de Marina Silva, a responsável pela
sacudida no cenário eleitoral.
Para a presidente Dilma
há uma dificuldade a mais: a economia apresentou um fraquíssimo resultado, no
segundo trimestre.
O panorama econômico
nacional apresenta um quadro que é definido como de “recessão técnica”, caracterizado
por uma queda por dois trimestres consecutivos do Produto Interno Bruto (PIB).
O primeiro trimestre apresentou recuo de 0,2%, enquanto que no segundo
trimestre o PIB retraiu 0,6%, em relação aos períodos imediatamente anteriores.
Os economistas não chegam a um consenso se tal situação é realmente
caracterizadora de recessão técnica. Os que defendem essa posição seguem a tese
de que dois semestres consecutivos de queda do PIB já configuram recessão. No
entanto, os que se opõem, se apegam ao argumento de que tais quedas necessitam
de percentuais mais altos e com desemprego, o que não ocorre atualmente. De
qualquer forma, é visível que, na melhor das hipóteses, o Brasil se encontra em
um quadro de estagnação.
Outra importante notícia
no cenário econômico foi o reajuste, para o ano de 2015, de 8,8% no salário
mínimo. A alteração, proposta pelo Governo, já consta no Projeto de Lei
Orçamentária Anual (Ploa) de 2015, que, se aprovado, garantirá ao salário
mínimo o valor de R$ 788,06 a partir de janeiro do próximo ano. Na avaliação do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
que leva em conta os preceitos constitucionais no estabelecimento do salário
mínimo vigente, ou seja, aquele capaz de atender as necessidades básicas e vitais
do trabalhador e sua família, o mínimo necessário deveria ser de R$2.915,07,
bem longe dos R$ 724,00 pagos atualmente.
A economia mundial ainda escorrega.
Enquanto bons sinais emergem da economia americana, como a estimativa de
crescimento de 4,2% para o PIB, no segundo trimestre, a estagnação é a tônica
da zona do euro. A situação internacional pode ser resumida, nas palavras da
Claudia Safatle, da seguinte forma: “A economia americana prossegue avançando
na recuperação, a Europa patina, o Japão decepciona e a China, com crescimento
estável na casa de 7,5%, saiu do primeiro plano”.
As especulações e
previsões acerca do futuro presidente do Brasil ocupam papel principal no humor
dos especuladores financeiros. O mercado financeiro elegeu Marina como uma “boa”
presidente, mais pela real possibilidade de derrotar Dilma do que por suas
propostas de governo. Um dos setores que possivelmente será beneficiado com uma
eventual vitória da ex-senadora é o de bancos comerciais, uma vez que Neca
Setubal, herdeira do Itaú, é a responsável por comandar o seu programa de
governo, que defenderá mudança da política de crédito do governo federal,
salvaguardando os interesses dos bancos privados.
E, como “o mercado não
elege ninguém, mas é difícil eleger alguém contra o mercado”, frase cunhada por
um dirigente de um grande banco, a vida do PT não será nada fácil nas próximas
semanas.
[i]
Advogado e Pesquisador do Progeb – Projeto Globalização e Crise na Economia
Brasileira progeb@ccsa.ufpb.br);
(www.progeb.blogspot.com).
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Artigos apresentados em encontros nacionais de Economia Política.
É com grande satisfação que deixamos disponível para os usuários do blog os artigos apresentados pelos pesquisadores do PROGEB nos encontros nacionais de economia política, organizado pela Sociedade Brasileira de Economia Política.
A “Microeconomia Política” do Sistema Toyota de Produção -
Lucas Milanez de Lima Almeida; Nelson Rosas Ribeiro.
XVII Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
O Materialismo Dialético Aplicado à Transição entre Capitalismo e Comunismo: um resgate
da teoria dos modos de produção -
Antonio Carneiro de Almeida Junior.
XVII Encontro Nacional de Economia Política.Leia aqui.
Valor, valor de troca e mercado: o falso problema da transformação -
Lucas Milanez de Lima Almeida; Nelson Rosas Ribeiro.
XVI Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A rotação do capital: uma contra-tendência à queda da taxa de lucro -
Antonio Carneiro de Almeida Junior; Nelson Rosas Ribeiro
Artigo apresentado no Colóquio Nacional Marx e o Marxismo 2011: teoria e prática.
A crise em “W” e o Double Dip -
Lucas Milanez de Lima Almeida. Leia aqui.
A “Microeconomia Política” do Sistema Toyota de Produção -
Lucas Milanez de Lima Almeida; Nelson Rosas Ribeiro.
XVII Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
O Materialismo Dialético Aplicado à Transição entre Capitalismo e Comunismo: um resgate
da teoria dos modos de produção -
Antonio Carneiro de Almeida Junior.
XVII Encontro Nacional de Economia Política.Leia aqui.
Valor, valor de troca e mercado: o falso problema da transformação -
Lucas Milanez de Lima Almeida; Nelson Rosas Ribeiro.
XVI Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A rotação do capital: uma contra-tendência à queda da taxa de lucro -
Antonio Carneiro de Almeida Junior; Nelson Rosas Ribeiro
XV Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A Crise no Brasil: o início de um novo ciclo -
Antonio Carneiro de Almeida Júnior; Nelson Rosas Ribeiro.
XIV Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A relevância do Setor Serviços: uma crítica marxiana às Contas Nacionais -
Águida Cristina Santos Almeida; Nelson Rosas Ribeiro
XII Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A concepção marxiana de trabalho produtivo: uma crítica as Contas Nacionais -
Nelson Rosas Ribeiro; Águida Cristina Santos de Almeida
XI Encontro Nacional de Economia Política. Leia aqui.
A crise em “W” e o Double Dip -
Lucas Milanez de Lima Almeida. Leia aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)

